Histórias do Bairro do Recife
Rua Marquês de Olinda
O antigo traçado dessa rua principiava nos fundos da igreja do
Corpo Santo, antiga ermida do Santelmo, até o Pontport, ou seja Porta da Balsa, o que Ihe
conferia quase a metade da extensão atual. Por isso, sua denominação da rua da Balsa,
ou rua da Ponte. Entretanto, com a construção da cadeia, passou a ser chamada de rua da
Cadeia. Essa denominação permaneceu até o século XVIII. No século seguinte, com a
edificação do Arco de Nossa Senhora da Conceição, que ficava no seu final, passou a ser
chamada de rua de Nossa Senhora da Conceição. Em 1866, o Instituto Arqueológico propôs o
nome de Barreto de Menezes para denominar a rua e a municipalidade não aceitou.
Depois com a construção da nova cadeia no atual prédio do Arquivo Público, na rua do
Imperador, essa rua tomou o nome de rua da Cadeia Velha. Finalmente em 1870 é que
passou a ter sua denominação atual, em homenagem à memória de Pedro de Aráujo Lima,
Regente do Império, no último período da menoridade do Imperador D. Pedro II.
Com a remodelação do bairro do Recife a rua Marquês de Olinda sofre notável transformação,
tornando-se mais larga e com prédios bem mais arrojados. Daquela rua desaparecida,
inúmeras lendas e várias histórias de assombração do velho Recife são conservadas.
Além dos nomes que já teve, a Marquês de Olinda já foi chamada pelos fliamengos de
Hoorestreet, ou "rua do Senhor" e mais tarde rua Bispo Sardinha.
Embora hoje a Marquês de Olinda seja bem mais moderna e bonita, havia muito mais vida na
de outrora, quando o bairro do Recife fervilhava de comerciante e suas famílias.
Forte do Brum |
Arco do Bom Jesus |
Matriz do Corpo Santo
Depósito de Bondes |
Casa de Banhos |
Ponte construída por Nassau
Antiga Ponte do Recife |
Ponte Giratória |
Rua dos Judeus |
Rua Marquês de Olinda
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