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 "A Praça Rio Branco faz lembrar
 Hamburgo.
 Quem diria que deste lado do Atlântico,
 o viajante pudesse topar com um
 espetáculo como este, típico de uma
 grande cidade européia"


  (Castro, 1937 - pp.11-16).
Embora tenha ignorado as conseqüências sociais
e históricas, a reforma concedeu ao bairro um
aspecto urbanístico e estético que o igualou
a cidades da Europa. A área ficou valorizada por
alguns anos, atraindo uma boa parte da elite,
grandes negociantes de companhias financeiras e
seguradoras que pretendiam transformar os
sobrados em prédios residenciais e comerciais,
como era de hábito nas cidades européias
na época.

Antes da reforma, cada prédio possuía um comércio no térreo e os outros andares eram habitados pela família do comerciante. Com a modernização, os prédios se inspiraram no sistema habitacional parisiense, com várias famílias habitando os andares e o comércio funcionando no térreo. Na época, não era hábito local viver em apartamentos, o que acabou contribuindo para o desinteresse das famílias em residir no Bairro do Recife. Não foi só isso.

A chegada de um maior número de embarcações aumentou o número de marinheiros e prostitutas circulando pelo bairro. A sujeira causada pela movimentação de cargas também afetou o interesse das famílias de boa renda.

Depois da Segunda Grande Guerra, os prédios que tinham sido reformados e não foram vendidos, começaram a ser alugados para comerciantes, caixeiros viajantes e prostitutas. Todos usufruíam das habitações sem levar em conta a conservação do prédio. Contraditoriamente, a ocupação dos imóveis por essas atividades manteve a integridade da arquitetura do bairro. Somente em 1987 foi traçado um novo plano para revitalizado do lugar.



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